Há imagens que parecem atravessar fronteiras sem precisar de tradução. Uma figura de uma pessoa caminhando, um copo de água, uma seta apontando para uma saída ou o desenho de uma chama podem transmitir uma ideia rapidamente, mesmo quando quem observa não conhece a língua do lugar. Mas existe uma pergunta escondida nessa aparente facilidade: o que faz um sinal parecer universal?
A resposta não está apenas no desenho. Um sinal pode ser compreendido porque se parece com aquilo que representa, porque existe uma relação entre ele e o que indica ou porque aprendemos coletivamente a associar aquela forma a determinado significado. Cultura, contexto, familiaridade e padronização também entram nessa equação. Por isso, algo que parece óbvio para uma pessoa pode exigir explicação para outra.
Quando uma imagem parece falar sozinha
Imagine entrar em um aeroporto e encontrar uma placa com uma figura humana caminhando em direção a uma porta. Mesmo sem ler nenhuma palavra, provavelmente será possível perceber que aquela imagem está relacionada a uma passagem ou saída. A força do sinal vem, em parte, da sua capacidade de oferecer uma pista visual sobre o que está sendo comunicado.
Esse princípio aparece em diferentes tipos de sinais. Alguns utilizam imagens semelhantes ao objeto ou à ação que representam. Outros dependem de uma relação direta com aquilo que indicam. Há ainda aqueles cujo significado não está na aparência, mas em uma convenção aprendida por um grupo.
O filósofo e lógico norte-americano Charles Sanders Peirce desenvolveu uma classificação que ajuda a organizar essas diferenças. Em sua teoria dos signos, ele distinguiu ícones, índices e símbolos de acordo com a maneira como um sinal se relaciona com aquilo que representa.
Um ícone possui alguma semelhança com seu referente. Um desenho de uma bicicleta, por exemplo, pode comunicar a ideia de bicicleta porque reproduz visualmente características reconhecíveis desse objeto. Já um índice depende de uma relação factual ou causal. A fumaça pode indicar fogo não porque se pareça com ele, mas porque existe uma conexão física entre os dois fenômenos.
O símbolo funciona de outra maneira. Seu significado depende principalmente de uma associação estabelecida por convenção. Palavras são um exemplo evidente, mas o mesmo princípio aparece em muitos sinais gráficos. Uma forma pode não revelar seu significado por aparência e, ainda assim, tornar-se extremamente conhecida depois que uma sociedade aprende aquela associação.
Essa diferença é importante porque ajuda a desmontar uma ideia intuitiva: um sinal não precisa ser universal para parecer universal. Quanto mais direta for a pista oferecida pela imagem, maior pode ser a facilidade inicial de interpretação. Mas facilidade não significa compreensão perfeita, e muito menos significa que todos os observadores interpretarão o sinal da mesma maneira.
O sinal que se parece com aquilo que representa
Quando uma imagem guarda alguma semelhança com aquilo que pretende comunicar, o cérebro encontra uma pista relativamente direta para construir o significado. Não é preciso conhecer uma palavra específica nem dominar uma convenção complexa. O próprio desenho oferece características que podem orientar a interpretação.
É por isso que uma representação simplificada de uma bicicleta pode ser reconhecida como referência a uma bicicleta, mesmo que o desenho não mostre todos os seus detalhes. Rodas, quadro e guidão já fornecem elementos suficientes para estabelecer uma relação visual. O sinal não é o objeto real, mas conserva algumas de suas características mais importantes.
Na classificação de Peirce, essa relação de semelhança é característica do ícone. Fotografias, mapas, diagramas e determinados pictogramas podem funcionar dessa maneira. A semelhança, porém, não precisa ser uma cópia perfeita. Basta que existam características capazes de estabelecer uma associação compreensível.
Essa propriedade ajuda a explicar por que alguns pictogramas têm potencial para atravessar barreiras linguísticas. Uma pessoa que nunca aprendeu a palavra usada localmente para “banheiro”, por exemplo, pode reconhecer uma figura humana associada a esse espaço. O desenho fornece uma pista que a palavra escrita não forneceria para quem desconhece aquele idioma.
Mas a semelhança não resolve tudo. Um desenho pode parecer óbvio para quem já conhece o objeto, a atividade ou a convenção representada e ser menos claro para alguém com outra experiência. Até mesmo a maneira de simplificar uma figura pode depender daquilo que o designer espera que o público reconheça.
Pesquisas sobre símbolos gráficos ajudam a colocar essa questão em termos mais concretos. Em um estudo que avaliou símbolos presentes em testes rápidos para diagnóstico de malária em quatro países, os pesquisadores observaram que símbolos pictóricos, em geral, apresentavam melhor compreensão do que símbolos mais abstratos. O trabalho também identificou a importância da familiaridade e do treinamento na interpretação.
Isso revela uma característica curiosa dos sinais: a compreensão pode começar na imagem e terminar na experiência. Um desenho pode oferecer uma boa pista inicial, mas a exposição repetida pode transformar essa pista em algo muito mais rápido de reconhecer. É semelhante ao que acontece quando alguém aprende uma placa de trânsito. Depois de encontrá-la muitas vezes, seu significado deixa de exigir uma análise consciente do desenho.
O contexto também pode completar aquilo que a imagem sozinha não consegue explicar. Uma figura isolada pode permitir várias interpretações, enquanto a mesma figura colocada perto de uma porta, de uma escada ou de uma área de emergência ganha um sentido muito mais específico. O ambiente funciona como uma espécie de moldura que reduz as possibilidades.
Um estudo comparando a compreensão de pictogramas relacionados a desastres por participantes dos Países Baixos e da China encontrou diferenças entre os grupos e observou que imagens com maior contexto favoreceram a compreensão. A descoberta é especialmente importante porque mostra que uma imagem pode ser reconhecível sem que seu significado seja imediatamente compartilhado.
É nesse ponto que a ideia de universalidade começa a ficar mais interessante. Um sinal pode oferecer pistas visuais acessíveis a muitas pessoas, mas sua interpretação ainda pode depender de conhecimentos adquiridos, experiências anteriores e circunstâncias. Quanto mais informações o próprio sinal fornece, menor tende a ser a distância entre aquilo que o criador pretende comunicar e aquilo que o observador consegue interpretar.
Onde a cultura entra na leitura de um símbolo
Se a semelhança ajudasse sozinha, muitos sinais seriam compreendidos da mesma maneira em qualquer lugar. Na prática, a leitura de uma imagem também depende daquilo que as pessoas já aprenderam a reconhecer. Um desenho pode fornecer uma pista, mas a cultura ajuda a decidir o que aquela pista significa.
Isso fica evidente quando diferentes grupos de pessoas são colocados diante dos mesmos pictogramas. Em uma pesquisa sobre imagens relacionadas a desastres, participantes dos Países Baixos e da China apresentaram diferenças na compreensão de determinados símbolos. Quando as imagens recebiam elementos que forneciam mais contexto, a compreensão melhorava nos dois grupos.
O resultado ajuda a separar duas coisas que parecem iguais à primeira vista: reconhecer uma imagem e compreender uma mensagem. É possível identificar que uma figura mostra uma pessoa, uma casa ou uma chama sem saber exatamente o que aquela combinação de elementos pretende comunicar.
A familiaridade também transforma a maneira como um sinal é interpretado. Um símbolo encontrado repetidamente pode se tornar parte do repertório visual de uma pessoa. Depois de algum tempo, sua leitura pode parecer espontânea, embora tenha sido construída por exposição, instrução ou experiência.
Um estudo sobre símbolos presentes em testes rápidos para diagnóstico de malária mostra como essa diferença pode ser importante. A pesquisa analisou 30 símbolos entre profissionais de quatro países e encontrou níveis bastante diferentes de compreensão. Alguns símbolos foram entendidos por uma parcela elevada dos participantes, enquanto outros apresentaram resultados muito mais baixos.
Entre os exemplos avaliados, o símbolo relacionado ao código do lote alcançou compreensão de 71,3%, enquanto o símbolo de risco biológico chegou a 42,7%. Já o símbolo associado à mensagem de não reutilização apresentou apenas 10,9% de compreensão. Os números mostram que estar presente em um produto internacional não garante que uma representação visual será imediatamente entendida por todos.
A pesquisa também encontrou diferenças relacionadas ao caráter mais pictórico ou abstrato dos símbolos, além da influência da familiaridade e do treinamento. Isso revela uma característica importante da comunicação visual: um sinal pode se tornar mais universal à medida que mais pessoas aprendem a mesma convenção.
Há ainda uma solução simples quando a imagem não consegue carregar sozinha todo o significado: acrescentar palavras. Texto e imagem podem trabalhar juntos, reduzindo a quantidade de informação que precisa ser deduzida exclusivamente do desenho. Em vez de exigir que o observador decifre uma figura ambígua, a combinação oferece duas pistas que se reforçam.
É justamente por isso que a universalidade de um sinal não deve ser confundida com ausência de aprendizado. Um símbolo pode ser usado em muitos países porque diferentes sociedades adotaram a mesma convenção. Nesse caso, aquilo que parece intuitivo para uma pessoa pode ser, na verdade, o resultado de uma longa familiaridade coletiva.
Como um sinal ganha uma espécie de sotaque internacional
Quando um sinal precisa funcionar em aeroportos, hospitais, estradas, espaços públicos ou situações de emergência, depender apenas da criatividade de cada lugar pode produzir mensagens diferentes para situações semelhantes. A padronização surge como uma maneira de aproximar essas representações.
A Organização Internacional de Normalização, conhecida pela sigla ISO, possui desde 1970 um comitê dedicado a símbolos gráficos, cores e formas utilizadas para transmitir mensagens. O trabalho desse comitê inclui justamente a busca por sistemas visuais capazes de funcionar de maneira consistente em diferentes contextos.
Um exemplo é a ISO 7001, que reúne símbolos gráficos registrados para informação pública. Outro é a ISO 7010, voltada para sinais de segurança. Esses sistemas mostram que uma imagem não precisa nascer universal. Ela pode adquirir alcance internacional por meio de um processo de definição, teste, adoção e repetição.
A sinalização rodoviária oferece outro exemplo dessa tentativa de criar uma linguagem visual compartilhada. A Convenção sobre Sinalização Rodoviária foi aberta para assinatura em Viena em 1968 e entrou em vigor em 1978. O acordo estabeleceu princípios comuns para sinais e marcas utilizados no trânsito entre os países participantes.
Esse processo muda a natureza daquilo que chamamos de sinal universal. A imagem pode continuar sendo reconhecível por sua aparência, mas sua força aumenta quando milhões de pessoas aprendem a mesma associação. A universalidade deixa de depender apenas do desenho e passa a depender também do acordo entre seus usuários.
Como um sinal ganha uma espécie de sotaque internacional
Padronizar um sinal não significa apenas escolher um desenho e colocá-lo em diferentes lugares. Antes disso, é preciso decidir quais características devem permanecer estáveis para que a mensagem continue reconhecível. Cores, formas, composição e relação entre os elementos podem fazer parte desse processo.
A ISO 9186-1 mostra que a compreensão de símbolos gráficos pode ser testada. A norma estabelece um método para avaliar se determinado símbolo é compreensível e reconhece que, quando uma representação não consegue transmitir sozinha a informação necessária, pode ser preciso acrescentar uma explicação textual na língua dos usuários.
Essa ideia é reveladora. Se existe uma maneira formal de testar a compreensão de uma imagem, então a aparência de universalidade pode ser investigada em vez de simplesmente presumida. Um símbolo que parece evidente para seu criador precisa encontrar o mesmo caminho na mente de pessoas que possuem outras experiências e repertórios.
Os sistemas internacionais de sinalização procuram justamente diminuir essas diferenças. A ISO 7001, por exemplo, reúne símbolos destinados à informação pública. Já a ISO 7010 trata de sinais de segurança relacionados a situações como prevenção de acidentes, incêndios, riscos à saúde e evacuação.
Na sinalização rodoviária, o esforço de harmonização alcançou uma escala ainda maior. A Convenção sobre Sinalização Rodoviária, adotada em Viena em 1968, estabeleceu princípios comuns para sinais e marcas utilizados no trânsito. A existência desse tipo de acordo revela que uma linguagem visual internacional também pode ser construída por decisões coletivas.
Isso ajuda a explicar por que determinadas placas parecem naturais para quem viaja para outro país. O viajante pode não conhecer a língua local, mas já encontrou formas, cores e símbolos semelhantes em outros lugares. A familiaridade acumulada funciona como uma espécie de vocabulário visual.
O paradoxo é que, quanto mais bem-sucedida for uma convenção, mais espontânea ela pode parecer. Depois de anos vendo determinado símbolo, ninguém precisa lembrar quando aprendeu seu significado. A associação simplesmente parece óbvia. O que parece intuitivo pode ser uma convenção tão bem difundida que já não percebemos o aprendizado por trás dela.
Por isso, um sinal internacional não precisa ser compreendido exatamente da mesma maneira por todas as pessoas desde o primeiro contato. Seu objetivo pode ser oferecer pistas suficientes para favorecer a interpretação e, ao mesmo tempo, manter uma associação estável depois que a convenção é aprendida.
Nem mesmo o sinal mais conhecido está totalmente livre da cultura
Existe um exemplo moderno que torna essa questão especialmente fácil de perceber: os emojis. Eles estão presentes em conversas digitais de pessoas que vivem em países diferentes e podem representar emoções, objetos, ações e situações sem depender diretamente de palavras. À primeira vista, parecem candidatos perfeitos a uma linguagem visual universal.
Mas pesquisas mostram que a interpretação não é tão uniforme quanto sua popularidade poderia sugerir. Um estudo publicado em 2024 analisou a compreensão de emojis relacionados a seis expressões emocionais entre participantes do Reino Unido e da China. Foram avaliados 523 participantes, considerando também diferentes plataformas de exibição.
Os resultados indicaram que cultura, idade e gênero tiveram efeitos significativos na forma como os emojis foram classificados. A mesma pequena imagem pode, portanto, provocar interpretações diferentes dependendo de quem a observa e de como ela é apresentada.
Isso não significa que os emojis sejam incapazes de comunicar entre culturas. Pelo contrário, sua ampla utilização mostra que imagens podem transportar informações emocionais e conceituais por grandes distâncias. O ponto é que compartilhar o mesmo símbolo não garante compartilhar exatamente o mesmo significado.
O exemplo dos emojis reforça uma característica importante dos sinais em geral. A imagem oferece uma espécie de terreno comum, mas a interpretação é construída pela interação entre aquilo que está diante dos olhos e aquilo que o observador já sabe.
O que faz um sinal parecer universal?
Um sinal tende a parecer mais universal quando consegue oferecer pistas que muitas pessoas reconhecem com facilidade. A semelhança com um objeto ou uma ação pode ajudar. Uma relação física ou causal também pode fornecer uma pista poderosa. O contexto pode eliminar interpretações alternativas, enquanto a familiaridade transforma uma associação aprendida em uma resposta rápida.
A padronização acrescenta outra camada. Quando diferentes sociedades adotam uma mesma representação e a utilizam repetidamente em espaços públicos, aquela imagem deixa de depender apenas de sua aparência. Ela passa a fazer parte de um repertório compartilhado.
É por isso que talvez seja mais preciso falar em graus de universalidade do que em sinais absolutamente universais. Uma imagem pode ser facilmente reconhecida por pessoas de culturas diferentes e, ainda assim, produzir dúvidas sobre sua finalidade. Outra pode parecer completamente abstrata no primeiro contato, mas tornar-se imediatamente compreensível depois de aprendida.
No fim, um sinal que parece falar uma língua comum não surgiu necessariamente pronto para o mundo inteiro. Ele pode ser o resultado de uma combinação entre desenho, experiência, contexto e acordo coletivo. A verdadeira força de uma linguagem visual está justamente nessa capacidade de transformar uma pequena forma em um significado compartilhado.
Quando o mundo aprende o mesmo sinal
Talvez a parte mais curiosa dos sinais considerados universais esteja justamente naquilo que não percebemos. Ao encontrar uma imagem conhecida, raramente pensamos no conjunto de experiências que tornou aquela interpretação possível. Apenas reconhecemos e seguimos adiante.
Um bom sinal pode parecer simples porque conseguiu condensar uma mensagem complexa em poucos elementos. Mas essa simplicidade pode esconder muito trabalho: escolhas de representação, testes de compreensão, adaptação cultural, padronização e anos de exposição pública.
Assim, quando uma imagem parece universal, talvez ela não esteja simplesmente falando uma linguagem que todos nasceram sabendo. Em muitos casos, ela está fazendo algo ainda mais interessante: encontrando pontos de contato entre aquilo que os seres humanos reconhecem, aquilo que aprendem e aquilo que diferentes sociedades decidiram compartilhar.
E isso muda a maneira como enxergamos as placas, pictogramas, símbolos e pequenas imagens que encontramos todos os dias. Talvez a pergunta não seja apenas se um sinal é universal, mas quantas pessoas, experiências e convenções foram necessárias para que ele finalmente parecesse ser.
Referências
- Stanford Encyclopedia of Philosophy. "Peirce’s Theory of Signs". Stanford Encyclopedia of Philosophy. 2022. Disponível em: https://plato.stanford.edu/entries/peirce-semiotics/.
- International Organization for Standardization. "ISO/TC 145 - Graphical symbols". ISO. [s.d.]. Disponível em: https://www.iso.org/committee/52662.html.
- International Organization for Standardization. "ISO 9186-1:2014 - Graphical symbols — Test methods — Part 1: Method for testing comprehensibility". ISO. 2014. Disponível em: https://www.iso.org/standard/59226.html.
- International Organization for Standardization. "ISO 7010:2019 - Graphical symbols — Safety colours and safety signs — Registered safety signs". ISO. 2019. Disponível em: https://www.iso.org/standard/72424.html.
- Swedish Institute for Standards. "Graphical symbols — Registered public information symbols ISO 7001:2023". SIS. 2023. Disponível em: https://www.sis.se/en/produkter/standardization/graphical-symbols/public-information-symbols-signs-plates-labels/iso-70012023/.
- United Nations Economic Commission for Europe. "Convention on Road Signs and Signals of 1968 European Agreement Supplementing the Convention and Protocol on Road Markings, Additional to the European Agreement". UNECE. 2006. Disponível em: https://unece.org/transport/publications/convention-road-signs-and-signals-1968-european-agreement-supplementing.
- Shinar, David; Dewar, Robert E.; Summala, Heikki; Zakowska, Lidia. "Traffic Sign Symbol Comprehension: A Cross-Cultural Study". Ergonomics. 2003. Disponível em: https://trid.trb.org/View/688071.
- Blees, Gerda J.; Mak, Willem M. "Comprehension of disaster pictorials across cultures". Journal of Multilingual and Multicultural Development. 2012. Disponível em: https://research-portal.uu.nl/en/publications/comprehension-of-disaster-pictorials-across-cultures/.
- Hermans, Veerle; Monzote, Lianet; Van den Sande, Björn; Mukadi, Pierre; Sopheak, Thai; Gillet, Philippe; Jacobs, Jan. "Assessment of the knowledge of graphical symbols labelled on malaria rapid diagnostic tests in four international settings". Malaria Journal. 2011. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1186/1475-2875-10-331.
- Chen, Yihua; Yang, Xingchen; Howman, Hannah; Filik, Ruth. "Individual differences in emoji comprehension: Gender, age, and culture". PLOS ONE. 2024. Disponível em: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0297379.
